Sindicato discorda da implementação de uma plataforma de
benefícios flexíveis nos termos propostos pelo banco e insiste na atualização
do Acordo de Empresa, incluindo a tabela salarial.
As reuniões entre o MAIS e o BNP Paribas têm sido realizadas
com o objetivo de consensualizar a implementação da plataforma de benefícios
flexíveis proposta pelo banco, mas também da revisão do Acordo de Empresa (AE)
e atualização da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária, por
insistência do Sindicato.
Recorde-se que o AE
foi outorgado em 2015 e revisto em 2017. Em 2019, o Sindicato entendeu ser o
momento para atualizar o Acordo, atendendo à dimensão que o Banco atingiu em
Portugal: dos 250 trabalhadores em 2015, o quadro de pessoal aumentou até aos
mais de seis mil atuais.
Também em crescimento
tem estado o BNP Paribas Service (BP2S), que conta já com cerca de 1.500
trabalhadores. No entanto, e apesar da insistência do Mais Sindicato,
continua a não ser outorgante da convenção.
Embora congratulando-se com a criação
de postos de trabalho, o MAIS considera dever garantir que os direitos laborais
são cumpridos. E relativamente aos vencimentos atuais, que são superiores ao
previsto no AE – e ainda bem – é fundamental contratualizar os valores
praticados.
O Mais Sindicato lamenta ainda não ter conseguido
obter um acordo para a revisão da tabela e cláusulas de expressão pecuniária,
mas espera que tal seja possível no próximo mês.
Plataforma de benefícios
Por outro lado, o BNP Paribas solicitou
ao MAIS que se pronunciasse sobre a Plataforma de Benefícios Flexíveis que
pretende implementar.
Analisado o documento enviado e após
reunião, o MAIS manifestou a sua discordância, salientando que sendo este um
plano com o objetivo de flexibilizar o usufruto dos benefícios atribuídos, o
trabalhador deve ter o direito de opção.
O Mais Sindicato tem a expetativa de que
seja possível atualizar o AE e melhorar o projeto que consagra a implementação
da Plataforma de Benefícios Flexíveis e nesse sentido está disponível para
continuar a negociação com o banco.
Os bancários podem contar com o MAIS na
defesa intransigente dos seus direitos e interesses.

