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MAIS e SBC apelam ao Santander para suspender RMA’s

​Face à
gravidade da situação pandémica do País, o MAIS Sindicato e o SBC pedem ao
Santander que suspenda o processo em curso de rescisões por mútuo acordo (RMA),
até os bancários terem condições para em segurança receberem aconselhamento e
informação e, reunidos com as famílias, tomarem uma decisão esclarecida e
refletida.

Perante o
período pandémico que o País atravessa, com o aumento exponencial do número de
infetados, de doentes, de internados nas unidades hospitalares e de
iminente rutura do SNS, urge travar esta escalada e devolver segurança e
condições de trabalho a todos.

 

É conhecido
e por todos comprovado o espírito de resistência e de combate dos bancários
portugueses, que nas fases de maior dificuldade e perigo de contágio mantiveram
e mantêm os balcões abertos e a atividade bancária em pleno funcionamento.

 

Neste
contexto de rápido agravamento das condições, o MAIS e o SBC contactaram o
Santander Totta com o objetivo de sensibilizar e apelar ao banco para a suspensão
do processo de RMA já em curso.

 

Condições
adequadas

 Os dois
Sindicatos frisam que é facilmente compreensível a necessidade que os bancários
alvo de propostas de RMA têm de ponderar e refletir, de obter aconselhamento
especializado, de se informarem convenientemente e tomarem a decisão, muitas
vezes em família.

 

Ora no atual
momento é impossível a qualquer bancário possuir as condições adequadas que lhe
permita munir-se das informações necessárias e do aconselhamento imprescindível
para uma tomada de decisão informada e esclarecida.

 

Defesa da
saúde

Para o MAIS
e o SBC, sujeitar os bancários a tomar uma decisão desta importância, com as
consequências na vida destes e das suas famílias que uma RMA acarreta, é
obrigá-los a decidir sem toda a informação que deveriam deter ou condená-los a
arriscar aumentar o risco de contágio para procurarem e obterem a informação e
o aconselhamento que lhes permita, em consciência, tomar aquela que será,
porventura, a mais importante e determinante decisão das suas vidas
profissionais.

 

Suspender
este processo é colaborar ativamente no combate à pandemia e na defesa da saúde
dos bancários e dos cidadãos em geral.

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