MAIS, SBC e SBN mostraram a sua insatisfação com o
aumento salarial de 76 euros proposto pela CGD, pois significa uma média
ponderada de 4,5%. Depois de apresentar lucros de 843 milhões em 2022, o banco
insiste em menosprezar os trabalhadores que produziram esse resultado. Os Sindicatos
vão continuar as negociações.
A nova proposta negocial da CGD consta de um aumento na
tabela salarial de 76 euros para todos os níveis, ou seja, uma média ponderada
de cerca de 4,5%, e um aumento de 5% na generalidade das cláusulas de expressão
pecuniária. Entre as exceções estão o subsídio de refeição – para 12,50 euros –
e o crédito à habitação, para 250 mil euros. As ajudas de custo e o abono para
falhas não são atualizados.
MAIS, SBS e SBN não assinaram esta proposta de acordo, pois
consideram que fica muito aquém da capacidade da Caixa e do que os
trabalhadores merecem e precisam.
“Oferecer” um aumento salarial de 76 euros àqueles que tanto
trabalham em prol do banco e dos seus clientes, muitas vezes à custa da sua
saúde, do seu descanso e da vida familiar, que realmente oferecem milhares de
horas de trabalho não remunerado e são sujeitos a insidiosas pressões laborais,
é não só uma afronta como uma indignidade.
O acordo de revisão salarial da CGD “esquece” alguns factos
importantes que devem ser equacionados numa negociação:
– Em 2022 o banco registou 843 milhões de euros de lucro (após
os bons resultados anteriores), o que permitiria uma mais justa repartição da
riqueza gerada pelos trabalhadores, através de aumentos salariais dignos;
– Em 2021 os aumentos salariais dos trabalhadores ficaram
muito aquém da produtividade e da escalada da inflação.
Razões mais do que suficientes para demonstrar a injustiça
da proposta salarial da CGD.
Os Sindicatos dos Bancários da UGT não aceitaram o acordo de
revisão salarial e já avisaram a Caixa que pretendem continuar as negociações,
com o objetivo de melhorar o AE da instituição.

