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Crédito Agrícola mantém abertas negociações salariais

​Apesar de
terem já processado um aumento salarial de 4%, as Caixas Agrícolas manifestaram
abertura para ponderar a sua posição e chegar a um acordo com os Sindicatos.

Os
Sindicatos dos Bancários da UGT e a Federação Nacional das Caixas de Crédito
Agrícola Mútuo (FENACAM) realizaram a primeira ronda negocial para revisão do respetivo
ACT no dia 6, estando em causa a atualização salarial para 2023.

Recorde-se
que em dezembro de 2022, MAIS, SBC e SBN apresentaram a todas as instituições
do setor uma proposta de atualização das tabelas e cláusulas de expressão
pecuniária de 8,5%.

No final de
fevereiro deste ano, os Sindicatos foram informados que, sem prejuízo de a
FENACAM enviar uma resposta formal à sua proposta, o Crédito Agrícola decidiu
proceder a um aumento dos abonos salariais com base numa taxa de 4% e do
subsídio de alimentação diário para 11 euros. Os aumentos foram processados em
março, com efeitos retroativos a janeiro do corrente ano.

Em 16 de março
chegava aos Sindicatos a resposta formal das Instituições de Crédito Agrícola
Mútuo (ICAM), reiterando a intenção de rever o ACT com base nos valores
aplicados por ato de gestão: 4% nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária
e fixando em 11 euros o subsídio de refeição.

Aberta a
mesa negocial, MAIS, SBC e SBN transmitiram às ICAM o que têm afirmado a todas
as outras instituições de crédito subscritoras de convenções coletivas: 4% de
aumento salarial é inaceitável, atendendo a vários fatores, nomeadamente a taxa
de inflação de 7,8% em 2022 e os excelentes resultados do setor bancário.

Face aos
seus argumentos, foi com especial expectativa que na primeira sessão negocial os
Sindicatos registaram a abertura manifestada por estas Instituições para
ponderar a sua posição inicial, mantendo o diálogo na tentativa de obter um
acordo à mesa das negociações.

 

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