O acordo de revisão do AE para 2025 entre o MAIS, o SBN e a Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo (CEMAH) prossegue o objetivo de gradualmente melhorar as condições de trabalho, proporcionando, em algumas cláusulas, aumentos superiores aos do ACT de Setor Bancário.
Apesar da sua menor dimensão financeira comparativamente à maioria das instituições de crédito, a CEMAH tem evoluído de posição, afastando-se, a pouco e pouco, das propostas do grupo negociador do ACT do Setor Bancário – de que são subscritores, entre outros, bancos como o BST, o Novo Banco ou o BPI – e demonstrando disponibilidade para negociar com os Sindicatos condições mais favoráveis para os seus trabalhadores.
Na atualização para 2025, a preocupação da CEMAH pelos trabalhadores manifestou-se mais uma vez. Além do aumento de 2,5% nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária, foi acordado um acréscimo superior no subsídio de almoço, que passa a ser de 13,07 euros (valor acima do estabelecido no ACT), e foi ainda contratualizado o subsídio de natalidade.
Estes aumentos, recorde-se, somam-se aos dos anos anteriores, já então mais elevados do que os de outros IRCT: 4,5% em 2023 em todas as tabelas e cláusulas de expressão pecuniária, e 3,5% em 2024 (com o subsídio de refeição a passar para 12,75 euros).
A recetividade da CEMAH às propostas do Mais Sindicato e do SBN contrasta significativamente com a intransigência e indisponibilidade para melhorar a vida dos trabalhadores que se verifica, infelizmente, em outras mesas negociais.

